Franchising e Covid-19

Covid

A pandemia está a ter, naturalmente, um forte impacto nas redes de franchising e no desempenho das unidades. Houve marcas que, devido ao sector de actividade em que actuam, viram as lojas encerradas de um dia para o outro, por decisão governamental, como medida para conter a propagação do vírus.

Por parte das marcas este duro processo implicou um diálogo imediato e profundo com os colaboradores, clientes, franchisados e fornecedores. Houve quem criasse novas campanhas e promoções, houve quem reduzisse ou suspendesse o pagamento dos royalties, entre outras medidas. Curiosamente, algumas redes descobriram também novos modelos de eficiência, através da necessária redução de custos e de uma gestão mais próxima do terreno.

Algumas marcas aproveitaram os tempos de confinamento para investir fortemente em formação, através de ferramentas online. Esta parece ser, de resto, uma tendência que veio para ficar: o recurso a plataformas online para formação inicial e contínua dos franchisados e seus colaboradores e ainda a plataformas de videoconferência/reuniões, como o Zoom ou o Microsoft Teams.

A crise sanitária afectou também o labor de expansão, que na maior parte dos casos ficou suspenso, visto que os candidatos decidiram congelar as negociações de adesão às redes. Será por pouco tempo. À crise sanitária há-de seguir-se uma crise económica, na qual o franchising assumirá um papel importante.

Estima-se o crescimento do auto-emprego, centenas ou milhares de pessoas terão de criar o seu próprio negócio. Em todas os sectores, o franchising terá de reinventar-se, como sempre fez. Surgirá, pois, uma era de oportunidades, tanto para os franchisadores que se souberem adaptar como para os seus franchisados.

6 de Novembro de 2020