2013, o ano para a internacionalização

thumb_intO ano de 2013 aproxima-se num cenário que pode ser pouco favorável para a economia portuguesa. O orçamento será ainda mais apertado e por isso há que encontrar alternativas para vencer a crise. O GoFranchising procurou perceber junto de algumas marcas quais as suas perspectivas para o próximo ano e que soluções irão apresentar estes franchisadores para continuar a expandir os seus negócios.

Na opinião de Alexandre Lourenço, administrador do Grupo Concept, detentor das marcas BodyConcept e DepilConcept, “historicamente as épocas de crise são benéficas para o franchising pois existe um aumento do desemprego e muitos dos novos desempregados vêem uma oportunidade de criar o seu próprio posto de trabalho. Porém, esta crise tem contornos um pouco distintos que leva a que tal não se esteja a verificar”. É por isso que o administrador enumera cinco maneiras de ultrapassar as dificuldades do próximo ano: “aceitar o ciclo económico e perceber que tal como as redes crescem, também muitas podem desaparecer; analisar o negócio e se este tem condições para aguentar este ambiente recessivo; identificar oportunidades, percebendo se há algo positivo que possa ser aproveitado; aproveitar essas oportunidades; e investir, se existem oportunidades de negócio, há que investir.”

Em comum, todos os franchisadores concordam que em 2013 só sobreviverão os conceitos mais bem estruturados. Rui Francisco, director-geral da Miminho aos Avós, acredita que é preciso “saber «separar o trigo do joio», porque a falta de legislação que regula actualmente o mercado permite que qualquer indivíduo que registe uma marca no INPI passe a comercializar um franchising, quer tenha “saber- fazer” ou não, com ou sem manuais, com ou sem métodos técnicos e comerciais. Demasiadas redes em Portugal ficam reduzidas ao uso de insígnias e nada mais”, por isso afirma que é necessário “desenvolver algum trabalho na clarificação do franchising.”
Rui Francisco considera ainda que outra medida importante é o apoio à internacionalização, visto que “temos em Portugal muitas marcas com capacidade de exportar os seus conceitos”.

Precisamente, uma das marcas que mais têm apostado na internacionalização é a Vivafit. Pedro Ruiz, CEO da Vivafit, afirma mesmo que no próximo ano não prevêem aberturas em Portugal, referindo que os esforços das marcas devem ser concentrados “em ajudar os seus melhores franchisados a vencer neste mercado difícil com uma liderança forte e uma gestão apertada, reduzir custos e inovar o seu serviço ou produto de modo a estar mais adaptado às necessidades de 2013.” Para Ruiz, “só os melhores sobreviverão”, mas também aqueles cujos investimentos são muito baixos e direccionados para o autoemprego.

J. Chester, director-geral da Valores, concorda com as palavras de Pedro Ruiz, afirmando que “as dificuldades acrescidas na obtenção de financiamento e a maior restrição do apoio por parte da banca continuam a ser grandes entraves ao desenvolvimento do sector. Algumas marcas terão necessariamente de reajustar o seu modelo de franchising e outra das realidades que continuará a ser uma solução é a aposta em negócios de investimento reduzido”. A internacionalização é também uma aposta de J. Chester, que acredita ser “possível o crescimento das redes de franchising pela via da internacionalização, nomeadamente em países com afinidade cultural e linguística.”

O mesmo afirma Alexandre Santos, director-geral da Cort&Cose: “As marcas nacionais terão que tomar medidas para combater a conjuntura que, na nossa opinião, passam por procurar novos mercados externos, baixar preços para se reposicionarem e ajustarem melhor à realidade actual, sendo que, com este ajustes, ganharão quota de mercado.”
Por outro lado, continuam a existir marcas internacionais que apostam no nosso mercado para expandir. É o caso da WSI – We Simplify Internet, que pela mão de Sikander Jamal, veio para Portugal com um conceito que tem precisamente como público-alvo as empresas. O Master afirma que “a conjuntura económica e as medidas anunciadas para o próximo ano virão, de certa forma, fazer a selecção natural dos vencedores e dos empreendedores natos”, concordando com as opiniões referidas anteriormente e afirmando que está confiante porque “os empresários e visionários mais pró-activos não deixarão de tirar partido de momentos como este e irão ter uma oportunidade para se destacar e contrariar a tendência a que temos vindo a assistir.”

As diferentes marcas revêem-se assim num cenário de crise económica apropriado para investir em mercados internacionais, inovar conceitos e baixar valores de investimento, consolidando e amadurecendo o franchising, tendo em conta que este modelo é actualmente um dos mais dinâmicos da economia portuguesa.