Marcas portuguesas apostam em Angola

O mercado angolano está a tornar-se cada vez mais apetecível para as redes de franchising portuguesas. Depois das redes brasileiras, que foram as primeiras a apostar naquele mercado emergente, algumas marcas internacionais, e também portuguesas, começam a dar os primeiros passos em Angola.

O franchising é um modelo de negócio que está a crescer sustentadamente em Angola, país que aprovou mesmo legislação específica para regular esta fórmula de distribuição comercial. O incremento do franchising naquele país deve-se, por um lado, ao aparecimento dos primeiros grandes centros comerciais ou shoppings, e por outro lado ao crescimento da própria economia angolana.

Actualmente operam em Angola dezenas de redes de franchising. As que primeiro se estabeleceram actuavam sobretudo nos sectores da restauração e da moda, tendo surgido entretanto outros negócios em áreas como a estética, ginásios e até arranjos de costura.

Certas empresas angolanas pensam também em começar a franchisar o seu negócio, o que revela a aceitação que o modelo tem vindo a granjear no país. A Trema, consultora portuguesa de franchising, concluiu no ano passado a formatação do negócio da Rede Camponesa, que actua no comércio agrário, e que pode ser considerada como a primeira rede franchisadora de origem angolana.

Tem-se verificado igualmente que grande parte dos Masters que operam em Angola são empresários portugueses, muitas vezes associados a empreendedores locais. É o que se passa com a Curves ou a Jumping Clay. Outras marcas com bastante notoriedade, como a Valores e a Square Imobiliária, já manifestaram a sua intenção de entrar a curto prazo no mercado angolano.

Uma das plataformas que se têm revelado importantes neste processo é o portal GoFranchising Angola (www.gofranchising.co.ao) , não só por ser o único portal de franchising naquele país mas também por ter grande parte da sua gestão centralizada em Portugal, estando em contacto permanente com as marcas nacionais.