Como o franchising foge à crise

Depois das mais recentes anunciadas medidas de austeridade e das consequentes previsões negativas quanto ao futuro de muitas empresas em Portugal, são cada vez mais as marcas ou empresas que procuram soluções para “fugir à crise”. O GoFranchising foi ao encontro de algumas redes que deram os seus testemunhos de como têm feito para escapar às consequências da actual conjuntura económica.

A Chaviarte é uma rede de franchising com 10 anos de experiência no sector dos serviços de segurança, fabrico de chaves e reparação de calçado. Com mais de 3 dezenas de unidades, a marca analisou recentemente “as novas tendências e as novas condições do país” e decidiu criar a MultiExpress, um conceito low-cost de multiserviços de conveniência, direccionado para concelhos mais pequenos, onde “até agora o elevado investimento era uma barreira intransponível“. A marca, como refere o director-geral António Correia, “flexibilizou ainda o conteúdo das novas unidades Chaviarte e ajustou os valores de investimento às capacidades financeiras dos franchisados“.

Já Alexandre Lourenço do Concelho de Administração do grupo BodyConcept, considera que perante esta crise as empresas só têm duas hipóteses: desistir ou lutar. “Na BodyConcept e na DepilConcept apenas se coloca a hipótese de lutar e, consequentemente, sobreviver a esta crise.“, afirma o director que para isso insiste em 9 pontos fundamentais: “Trabalhar mais que nunca; ir atrás do cliente em vez de esperar que ele venha à marca; Diferenciar-se com algo que os clientes realmente valorizem; Não ter endividamento excessivo; Não estar dependente do estado; concorrer aos subsídios de inovação e competitividade do QREN; Aceitar o mercado global; Diversificar o mercado alvo vendendo para o exterior” e por fim “acreditar na qualidade dos serviços e produtos portugueses“. No inicio de 2010 a BodyConcept estava apenas presente em Portugal, em 2011 chegou a mais 5 países e espera nos próximos 6 meses atingir 6 novos mercados.

O mercado imobiliário tem sido dos mais atingidos pela crise, mas a Laforêt readaptou-se e continua a sua expansão. “Para o desenvolvimento da marca temos vindo a apostar num contacto directo com operadores que actuam de forma independente no mercado; Para os nossos franqueados, trabalhamos diariamente em novas soluções para dinamizar o seu negócio e para os consumidores, que continuam a ter o sonho de se tornarem proprietários, oferecemos a competitividade do nosso stock de imóveis.“, refere Vítor de Araújo, o Manager Master Franchise, da imobiliária genuinamente francesa.

No conjunto de marcas que estão sediadas no mercado há algum tempo, a Jani-King, líder mundial de limpezas, aparece com um conceito de investimento muito reduzido. É por isso que Isabel Monteiro, Master da marca para Portugal, acredita que “é nestas situações que a Jani-King tem uma forte vantagem“. O franchisador fornece os clientes ao franchisado, “o que torna este negócio seguro e sem riscos para o investidor“, afirma.

Também mundialmente conhecida mas na área da saúde oral, a VitalDent sob a voz de Rute Courela, directora-geral da marca, acredita que “o facto de funcionar em rede, sobre uma marca multinacional, especializada em serviços de saúde oral, assegura, controla e facilita várias áreas para quem pretende abrir um negócio independente“.

Sob o slogan “Poupar é Possível”, a MyCenter surgiu recentemente em Portugal e é especialista em serviços de poupança, um negócio que se crê adequado às necessidades do mercado actual. A marca contorna a crise oferecendo “uma ampla oferta de produtos e serviços com a intenção de poder melhorar o orçamento das famílias” com soluções para as mais diversas áreas, desde a factura de energia às telecomunicações.

Escritórios virtuais, centros de negócios, serviços de secretariado… são palavras cada vez mais comuns no meio português. Recentemente surgiram várias redes de franchising disponibilizando estes serviços a empresas, com o intuito de reduzir os custos mensais fixos a que muitas estão sujeitas, sem necessidade. Desta forma, A Sua Secretária, acredita que o seu conceito “é a solução rápida e eficaz” para as empresas fugirem à crise. Tânia Pinto, a CEO da marca, tem por hábito afirmar que “nada é por acaso. Num momento de dificuldade surge a oportunidade.

As dificuldades têm servido, precisamente, para as empresas procurarem oportunidades. No caso do franchising têm vencido aquelas que se procuram readaptar à nova economia, não só no seu leque de serviços, mas também na revisão de investimentos e na criação de novos apoios a investidores. Contudo os resultados e a previsão no sector têm sido positivos. O franchising já corresponde a 3.1% do PIB português, movimenta mais de 5 milhões de euros por ano e emprega mais de 60 mil pessoas.

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