Franchising resiste à crise

Os conceitos de negócio em regime de franchising estão a ultrapassar com êxito a presente conjuntura económica. De acordo com o 16.º Censo do Franchising 2010, realizado pelo Instituto de Informação em Franchising (IIF), o volume de negócios das empresas que actuam neste regime registou um aumento de 8,5 por cento em 2010, em comparação com o ano de 2009.

O número total de pessoas empregadas por estas empresas foi de 73 143 (cerca de 1,5 por cento do emprego em Portugal), o que corresponde a um aumento de 3 600 trabalhadores em comparação com 2009. No total, há 570 marcas a operar, mais oito por cento do que em 2009.

Ainda segundo o estudo, mais de 50 por cento das marcas que surgiram no mercado em 2010 propõem negócios de baixo investimento, até 25 mil euros, devido às dificuldades sentidas a nível do financiamento bancário.

O volume de negócios em 2008 foi de 5029 milhões de euros e, no ano seguinte, de 5044 milhões de euros. A evolução positiva de 2010 espelha a maturidade do formato, cada vez mais utilizado pelos empresários não só para reduzir o investimento necessário à expansão do negócio, mas também como “fórmula de auto-emprego”.