Franchising: tendências para 2011

A crise segue o seu curso inexorável. Não vale a pena estimar cenários de optimismo injustificado. Mas podemos sempre dizer que o franchising oferece mesmo nestas alturas oportunidades que os negócios independentes não podem garantir.

Em 2011, manter-se-á a tendência de crescimento dos negócios de baixo investimento, que captam a atenção de desempregados e facilitam a criação do próprio emprego. Entre estes negócios «low cost», irão surgir novos conceitos que podem ser desenvolvidos a partir de casa, numa lógica de aproximação do investimento ao capital disponível. Vários sectores que, até aos dias de hoje, não prescindiam da montagem de uma loja, vão permitir agora a instalação do negócio no próprio domicílio.

Não deixamos nunca de referir que as épocas como a actual são óptimas para a criação de novos conceitos de franchising. E entre estes, todos os que conseguirem descobrir novas oportunidades de crescimento e de lucro em mercados pouco explorados ou mesmo em sectores até agora inexistentes. É a famosa estratégia do blue ocean, magistralmente exposta por W. Chan Kim e Renée Mauborgne. Trata-se de descobrir zonas ou espaços inexplorados. Numa época como a actual, em vez de se insistir na divisão do (escasso) mercado e copiar os concorrentes, a estratégia certa passa por romper as fronteiras da competição em curso e dirigir o negócio para outras zonas. Os franchisadores devem estar atentos a estes aspectos.

Nos Estados Unidos, têm surgido nos últimos meses vários franchisings de restaurantes móveis, associados a marcas como a Taco Bell e a Sauca Foods. Em Portugal, país com tradição de “roulottes” de cachorros e bifanas, das festas populares às portas das discotecas, fará sentido formatar um negócio destes de modo profissional e rigoroso?   

Por fim, vale a pena registar que os negócios da “moda” irão manter-se em alta. O universo do franchising procede por vagas. Em dois ou três lustros, tivemos a moda das lavandarias, depois as imobiliárias, a seguir as consultoras financeiras, e agora emergem com fulgor os conceitos de estética, compra e venda de ouro, e energias renováveis.