Condição financeira do franchisado

O acompanhamento da situação financeira, quer na análise, quer no seguimento, quer na prestação dos apoios necessários à gestão pró-activa que se impõe, é talvez um dos maiores desafios colocados a quem detém uma marca e a decide comercializar sob o regime de franquia.

É certo que a condição contratual de independência financeira e jurídica remete para o franchisado o trabalho de operacionalizar as metodologias de avaliação das necessidades de tesouraria, da gestão do fundo de maneio, bem como o relacionamento com cada parceiro financeiro. A questão é garantir que essas mesmas metodologias permitem o desenvolvimento/crescimento sustentado de cada franqueado, assente numa estrutura financeira sólida e ajustada às suas necessidades correntes de tesouraria. Identificar as necessidades de fundo de maneio, quantificando-as no tempo, é suficiente para garantir essa mesma sustentabilidade? A resposta afirmativa será aquela que é sustentada pela maioria das insígnias que operam no mercado de franchising. No entanto, estará o franqueado preparado para gerir e identificar essas mesmas necessidades? Qual a sua preparação para gerir os excedentes de tesouraria, ou em oposição, qual a capacidade efectiva para controlar os défices de tesouraria?

Sem dúvida estas questões deverão estar presentes na abertura de novas unidades franqueadas, dado que o sucesso de cada marca depende do sucesso individual de cada franqueado, e este não será possível na ausência duma gestão financeira apurada e sustentada. A associação das competências financeiras ao empreendedorismo e motivação de cada franqueado, representam o mote para o crescimento de cada marca, e daqueles que através dela pretendem evoluir num negócio próspero e sustentado.

Autor: Mário de Castro Ribeiro, Director-Geral da KGest