e-Branding e Franchising

Boa parte do branding, actualmente, é feito através da Internet. Portanto, é preciso concentrar esforços para atrair e manter os “utilizadores”, os “clientes”: a estrutura web, o seu conteúdo, o seu design, as e-newsletters, blogues corporativos, a reputação on-line, etc. Todos estes pontos são a chave para ser identificado na rede, formar vínculos com outros navegadores e captar/fidelizar os visitantes.Criar valor dependerá, em primeiro lugar, do desenvolvimento de técnicas que evitem os motivos pelos quais o visitante abandona um site, que são basicamente: pouca funcionalidade (lentidão, deficiência nas pesquisas, ligações mal estabelecidas) e falta de informação (o site não fornece a informação que o visitante procura).

Tudo para melhorar a relação com o cliente. Uma relação que, na Internet, não se inicia na própria página web da empresa, mas em qualquer ponto da rede. Isto faz com que as técnicas de captação on-line (nomes de domínio adequados, campanhas de comunicação, e-mail marketing, etc.) devam ser geridas correctamente. Tendo sempre presente o objectivo final: a conversão do visitante em comprador. No caso do franchising, a transformação do candidato em franchisado.

A actual revolução das Tecnologias de Informação muda radicalmente a indústria publicitária. Os profissionais da comunicação dispõem hoje de potentes ferramentas para alcançar os seus objectivos estratégicos de marketing. Começa a mudar o predomínio da publicidade unidireccional, assente no conceito de push (empurrar a mensagem para o consumidor) e orientada para um público passivo. A comunicação na Internet é diferente. O anunciante deve empregar uma estratégia pull para atrair o consumidor para a sua mensagem. Ninguém pode pôr uma página on-line e esperar de braços cruzados que ela, só por si, atinja o seu target.

O Branding implica gerar não apenas uma identidade da marca, mas ir mais além e criar uma entidade própria, dar-lhe vida. Para tal, no mundo da Internet, é preciso ter sempre presente a Lei da Interactividade – sem ela, qualquer site está condenado ao fracasso. Esta interactividade é a base de todo o processo de criação da marca na Web 2.0.

Autor: Sofia Accioli – Directora, TREMA